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GRUPUGE promoveu simpósio dedicado à ecoendoscopia de intervenção

O Grupo Português de Ultrassons em Gastrenterologia (GRUPUGE) promoveu um simpósio dedicado à intervenção por ecoendoscopia, reunindo especialistas nacionais e internacionais para debater as mais recentes técnicas, desafios e inovações nesta área em constante evolução. Ao longo do encontro, os participantes tiveram oportunidade de atualizar conhecimentos sobre procedimentos terapêuticos, novas tecnologias, formação e abordagem de casos clínicos complexos.

“Este simpósio teve como objetivo principal a formação de uma forma transversal, de norte a sul, este e oeste. A ecoendoscopia tem assumido nos últimos anos um papel determinante na terapêutica em algumas entidades clínicas, sendo em muitas situações a técnica preferencial”, explicou Nuno Nunes, presidente do GRUPUGE, acrescentando que deixou de ser uma técnica puramente diagnóstica para ser uma plataforma de intervenção altamente complexa e diferenciada, com grandes benefícios para os doentes.

A sessão de abertura esteve a cargo de Nuno Nunes, com a apresentação "Intervenção por Ecoendoscopia: quando e como?", que deu o mote para um programa científico abrangente.

A primeira sessão, dedicada à “Formação, Tecnologia e Fundamentos”, foi moderada por Susana Marques e Ana Catarina Rego e abordou os equipamentos e acessórios utilizados em ecoendoscopia de intervenção, tema apresentado por Marta Eusébio, bem como o treino nesta área, apresentado por Catarina Fidalgo, seguindo-se um momento de discussão entre os participantes.

Na sessão sobre “Drenagem e Complicações Pancreatobiliares”, moderada por Alexandra Fernandes e Victor Magno, foram discutidas diferentes abordagens terapêuticas, incluindo a drenagem de abcessos, por Ana Caldeira, drenagem da vesícula, por Bruno Gonçalves, drenagem biliar, por Marta Moreira, tratamento do pseudoquisto pancreático, por Nuno Almeida, e tratamento da necrose organizada, por Francisco Baldaque.

Seguiu-se a sessão “Técnicas Terapêuticas Avançadas”, moderada por Rui Palma e Miguel Bispo, durante a qual foram exploradas as anastomoses digestivas, por Luís Lopes, a intervenção vascular, por Edgar Afecto, a ablação tumoral, por Bruno Peixe, e a obliteração de varizes gástricas, por Joana Magalhães.

As “Abordagens Inovadoras e Casos Complexos” estiveram em destaque na sessão moderada por Pedro Bastos e Gonçalo Ramos, com apresentações sobre a técnica EDGE (Endoscopic Ultrasound-Directed Transgastric ERCP), por Marco Pereira, a endoscopia cirúrgica guiada por ecoendoscopia, por João Pereira da Silva, e o manejo da anatomia alterada e de acessos complexos, por Enrique Perez Cuadrado.

O programa terminou com a sessão “Casos Clínicos & Meet the Expert”, moderada por Joana Carvalho e Branco e Fábio Correia, durante a qual foram apresentados casos clínicos sobre a técnica EDGE, por Francisco Mendes, enterogastrostomias, por Francisco Corte-Real, e necrose pancreática complicada, por Margarida Cristiano.

Segundo Alexandra Fernandes, vogal do GRUPUGE, “este tema é um hot topic, falado em todos os congressos internacionais”. “Cada vez mais a ecoendoscopia tem uma vertente interventiva, extremamente abrangente. Este simpósio conjugou vários temas, de forma perfeita, e também com a ilustração de casos clínicos. Saímos todos muito mais enriquecidos deste encontro”, terminou.

Com um programa científico abrangente e orientado para a prática clínica, o simpósio reforçou a importância da ecoendoscopia de intervenção na abordagem de múltiplas patologias do foro gastrenterológico, promovendo a atualização de conhecimentos e a partilha de experiências entre especialistas da área.